sala de espera

Hoje tive um almoço que a parte mais indigesta fui eu a as minhas dores. Virei refém do que eu não consigo aceitar.

Dentro de mim está a menina dos fones de ouvido? Se ela estivesse eu sei que ela saberia o que fazer. Eu aqui, muitos anos mais velha só queria encontrar com ela e pedir para ficar um pouco por perto.
Mas perdi a capacidade de achar o caminho sozinha, e estou eu nessa sala de novo.

Ah essa sala de espera, não esqueço da primeira vez que eu estive aqui. Eu estava ruim, mas hoje sei que estava melhor que hoje. 

Aqui dá para saber quem vem pela primeira vez, quem está no retorno, quem só veio buscar as receitas para os remédios e talvez aqui um deles reconheça alguém como eu, pessoas onde os remédios não parecem fazer efeito.

É a quinta vez que vamos mudar as coisas em um ano e pouco. Um tempo de perdas, sem ganhos. 

Pressão ok, reflexos e fundo do olho revelaram o que eu já sabia, o corpo mostra como está difícil. Perguntei se ele já tinha visto alguém do jeito que eu estou, passando pelo o que eu estou passando, se essa pessoa achou a porta de saída. 

Alguns acharam, eu já achei uma vez, mas cada um é cada um, fases da vida são diferentes, e lá vou eu de novo. Vou até tudo dissolver, nada e nem ninguém é para sempre. Um dia todo mundo vira árvore.  

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