Ser carne

Tem hora que não aguento mais ser carne. O espírito foi voar em outras bandas e se recusa a voltar faz um bom tempo. E olha, nunca foi tão fácil para mim ser carne… mas ser carne te deixa cada vez mais vazio.

E de vazios eu ando cheia.

Meu olhar se perdeu, e as fotografias ganharam outras densidades que ainda não compreendi. As cores do mundo continuam me cercando, mas já não cobrem minha alma, não encaixam. As bandas ficaram, mas as músicas mais escutadas mudaram.

Nunca foi tão fácil descobrir os segredos alheios… lê-los nos olhos sem nem um golinho de hipocrisia. Mas será que eu queria saber tudo isso sobre vocês? Por que Eu todo mundo acha que pode contá-los agora para mim? Talvez porque ninguém queira mais guardar tanta coisa dentro de si… quer ser carne viva também.

A carne se vangloria, a alma questiona, e os vazios habitam lugares sem paredes.

 

P.S. – o meu biscoito da sorte veio vazio… uma brecha do Universo para decidir sozinha que direção seguir.

 

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