Um ano e tantos meses depois…

A regra é clara: o tempo passa voando.

Me toquei que sábado fará 1 ano e 7 meses que pegamos as chaves.

Bem, a verdade é que encaramos o desafio de deixar o nosso canto, com nossa cara e com nosso orçamento. Isso significa realmente ter muita paciência (virou meu mantra nos últimos tempos) porque realmente as coisas só vão muito rápido se você tem uma grana boa para agilizar isso, do contrário (o caso da gente), tudo terá que ser no nosso tempo. O lance é não sofrer com isso e curtir cada passo desse “caminho”, que realmente não será curto, mas pode ser bem legal.

Bora falar sobre o nosso orçamento. Infelizmente (ou felizmente), ele não comportava chamar um profissional para fazer o projeto do apartamento, (confesso que tenho medo daquele tipo de projeto que segue todas as regras, afinall isso realmente não combina muito com a gente). Ter um orçamento limitado faz com que você aprenda na marra a planejar as coisas, saber que determinadas decisões não podem ficar para próxima etapa.

Meu primeiro recurso ao invés de revistas (que acabei comprando algumas sim) foi o Pinterest.

Primeiro fiz um board geral de tudo que eu queria ter de referências para o 12B.

E conforme as ideias iam brotando, acabei criando um para cada cômodo.

A verdade é que quanto mais eu via coisas lindas, mais eu percebia que eu não tinha tudo isso de paredes e nem de metros quadrados. Então você começa a entender mais uma regra da vida: ela é feita de escolhas, e chegou a hora de fazer algumas.

Para tentar dar uma “direcionada” nos desejos, resolvi “desenhar” tudo o que estava na minha cabeça, isso ia facilitar para o meu moço, que ficava com cara de paisagem a cada nova ideia. Massss… tá aí um “detalhe” gigantesco: eu não sou arquiteta nem designer de interiores, eu não domino desenho técnico, e aí?

Daí que dando uma fuçadinha, escolhi uma ferramenta que podia ajudar a materializar um pouquinho de tudo o que estava  habitando a “cachola” (e os meus boards) em forma de desenhos: o SketchUp. Munida da planta baixa, falta de vergonha (pq é claro que não ia ficar “super”) e muita disposição, me joguei.

12B
A verdade, é que muito do que estava aí, realmente acabou “acontecendo”, algumas resolvemos fazer diferente e outras ainda vão acontecer.

P.S. – fiquem tranquilos, não sou tão maluca, e o que precisou de parecer técnico, teve o profissional certo para falar se dava ou não para fazer.

P.S.2. – os boards continuam sendo “alimentados” quase que diariamente.

Jardim suspenso

   

 

E aqui no 12B o jardim começa na geladeira.

e esse chão?

Ter um apartamento que vem no contrapiso tem suas mil possibilidades, mas também traz junto 1 trilhão de dúvidas. É claro que você não passa por aquele impasse de: “aí que dó, não vou quebrar… mas ui, é tão feio”, nem a felicidade de: “aí que lindo é só lixar e aplicar resina”.

Imagem

Ponto primordial aqui além do resultado estético, é o resultado que a escolha vai causar no seu bolso.

  • Se você gosta de um visual brilhante vai curtir um “porcelanato gloss” e outros “acabamentos mil”, a maioria resinados que tem o mesmo efeito, e que não apresentam emendas.
  • Se curte um lado mais “industrial”, tem a escolha do cimento queimado, e olha, agora tbém tem porcelanato que imita o efeito (a minha cozinha já veio assim)
  • Se você curte madeira… dá para viajar desde o lado “casa da mãe, acabei de passar cera, tá um brilho só”, até um lance mais rústico “estilo demolição”. O efeito você consegue com piso laminado, madeira mesmo e olha lá de novo: porcelanato.

No fim das contas, a escolha ficou por conta da minha porção índia da minha árvore genealógica (é acredite essas pintinhas tem uma porção índia, meu Vô Luiz que me deu isso). Explico: EU GOSTO É DE ANDAR DESCALÇA DENTRO DE CASA, (e para falar a verdade, fora de casa tbém…)

MAS PÁRA TUDO… o 12B não é só meu, é do moço tbém… mas tudo bem, ele gosta de andar descalço tanto quanto eu. =]

Por isso, depois de muita pesquisa, pisando descalços em vários pisos, nossos “pés” optaram pelo piso de madeira de verdade. O visual que a gente queria era algo mais rústico, mas depois de muito olhar percebemos que não iríamos colocar demolição, pq a vontade era ter um piso mais uniforme mesmo…

assoalho demolicao Assoalhos Monetdemolição

 

aí no mundo dos assoalhos vc descobre que a moda agora é o palito

Taco_palitopalito

Eu confesso que fiquei com muito receio de enjoar, e para falar a verdade já temos bastante informação nos ambientes (cobogós, tijolinhos, paredes coloridas). Na casa da minha mãe a madeira é escura (ipê), mesmo achando lindo, dessa vez eu queria algo mais claro, foi aí que optamos pelo cumaru (é essa mesma madeira dos tacos palitos aí de cima) mas o nosso é um assoalho com 10cm.

 

E nasce uma parede flex

A parede flex já nasceu tem uns bons meses, mas tempo que é bom para fazer o post, virou artigo de luxo que não vende em loja de artigo de construção (meu “it” lugar aos fins de semana já faz alguns meses).

Agora vamos sacudir a poeira da reforma, e rever o cobogó escolhido:

cobogo

O meu moço é de TI, e mesmo fazendo uns desenhos no SketchUp, foi essencial fazer um “boneco” em tamanho real na parede. =]

parede_a

Aprovado o “boneco”… bota a parede para baixo (drywall)… e sobe o cobogó!!!

Mas aí topamos com um probleminha para a tal parede mista, ele tem só 7 centímetros de espessura. Nosso “Santo Edinho” nos alertou que isso implicaria numa parede muitoooo fininha… não rolaria!

PENSA RÁPIDO, PENSA RÁPIDO, PENSA RÁPIDO… BORA DUPLICAR O COBOGÓ… e foi isso o que fizemos, COBOGÓ DUPLO!

parede_b

E os próximos passos dessa parede, só no capítulo “pintura” (chega logo, chega logo!)

O mundo dos cobogós (e a arte de escolher um modelo para chamar de seu)

A primeira coisa que aprendi sobre cobogós, é que a maioria das lojas agora os chama de “elemento vazado”, principalmente as grandes redes. O mundo se abre mais ainda quando você descobre sobre a diversidade de materiais que eles são produzidos: cerâmica, louça (esmaltados) e os cimentícios. E ainda tem mais coisas por aí, mas esses são os mais comuns.

cobogos_b

Existem versões confeccionadas em gesso e outro materiais parecidos, e que às vezes tem como resultado final uma parede-escultura, vc não vê emenda alguma. (D-E-S-E-J-E-I)…
Mas numa pesquisa prévia de valores, coloquei os pés no chão e abandonei a ideia de ter essa “obra de arte” como parede. Para falar a verdade não sei se tecnicamente seria possível executar minha solução de “mini privacidade” com esse material.

E aí… bora para a pesquisa de campo, para olhar tudo de perto.

Uma coisa eu já sabia, a parede tinha que ser BRANCA. Os mais baratos são os cerâmicos, mas achei melhor não arriscar tentar pintá-los. Os de louça são lindos, mas beeeem mais caros, e eu limitei o orçamento dessa parede para conseguir fazer todas as outras coisas.

Meu mundo então se abriu para os cimentícios, e foi ali que encontrei um cobogó para chamar de meu.

Ele é da Neo Rex, comprei direto da fábrica.
(meu contato foi a Ana, super atenciosa e paciente para tirar todas as minhas dúvidas)

cobogo

Foi amor à primeira vista, e o efeito visual lembra muito o das cadeiras de palhinha.

combogo-palhinha

Tchau 3º quarto

Uma das principais decisões que tomamos assim que entramos no 12B, era que o terceiro quarto ia virar um escritório e… para quê tanta parede né minha gente?

Bem, de duas paredes para serem reduzidas à entulho, resolvemos que a da porta não sairia do mundo das caçambas (e viva aos espaços abertos) e a segunda, que faz divisão com o living, ia passar de gata borralheira (drywall) à Cinderela, ou seja, minha tão sonhada parede de cobogós.

E aí rolou um consenso do “meio termo”: preservar uma “mini privacidade” entre living e escritório… e como fazer essa dualidade numa parede? Coisa de geminiana que quer tudo ao mesmo tempo.
Bora então pensar numa parede meio cobogó e meia “parede de verdade”. A solução: cobogó em arco.

tchau_3_quarto_01
Dessa forma, eu ainda teria uma mini parede para a TV na sala e do outro lado o “cantinho da costura”. Próximo passo: decidir o modelo dos cobogós.

tchau_3_quarto_2