Casa Claudia (e mais um impresso morre)

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A verdade é que essa revista me acompanhou desde muito pequena e fez de certa forma parte da realização de três sonhos.

O primeiro foi aos 6/7 anos, quando morávamos de aluguel e meus pais compravam a revista todo mês, lembro certinho de ter pilhas da revista na sala de nossa casa alugada, enquanto eles contruiam o sonho da casa própria. Acho que foi um pouco culpa da publicação termos uma casa com mais de 300m2, chão de madeira, varanda, uma cozinha gigante de marcenaria, uma suite principal com banheira e mais todos os outros etcs que as páginas fizeram eles viajarem. Foi ali que escolhi o lustre do meu quarto, numa das páginas.

A segunda vez que a revista fez parte do meu sonho foi me tornar Abriliana, não trabalhei na Casa Claudia, mas era vizinha na Arquitetura e Construção, e fazia parte daquele núcleo que respirava beleza, e naquele momento o assunto decoração já estava na minha veia porque ser diretora de arte não está só no papel, nas páginas da web, ou em outra media… esta no olhar que você de como você o mundo.

Bem, meu terceiro momento com essas páginas inspiradoras de papel foi quando eu estava materializando meu 12B. Confesso que não comprava todos os meses (como meus pais), afinal muito do 12B está lá do Pinterest, da minha cabeça, das minhas viagens, das minhas histórias, dos meus desejos, mas algumas ideias vieram inspiradas também naquelas páginas mágicas, que agora não passaram mais pelos rolos de impressão.

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E esse dinheiro na minha conta?

Quem nunca desejou que um dia abrisse a conta, fosse conferir o saldo e de repente… PUFF… uma bolada estivesse e lá e você simplesmente não soubesse da onde vem?

Seria um prêmio que você nem sabia que tinha ganho, alguém que estivesse distribuindo dinheiro para “x” pessoas…?

Aquele dinheiro que dava para ficar uns meses apenas pensando na vida, revitalizando a casa, as roupas, a casa, viajando… quem nunca sonhou? Bem aconteceu comigo no início dessa semana, e esse dinheiro todo tinha nome, sobrenome, conta e agência que por sinal era do mesmo banco que o meu… e provavelmente sim.. era um engano. Fui atrás do telefone da agência e conversei com a gerente da pessoa, expliquei o ocorrido e o cidadão provavelmente teve um dos melhores dias da sua vida. Hoje estou fazendo a transferência.

A minha viagem, a minha revitalizada no meu guarda-roupa, na casa… bem, vai vir com meu trabalho, com minhas mudanças de caminho, com novas ideias que vão surgir. Mas sim, o Universo fez essa brincadeirinha que a gente sempre pede: de um dia conferir o saldo da conta e estar um dinheiro mágico que veio não sei da onde. FIM.

2017… 2018

Começar no dia 30. Novos sabores. Aproveitar todas as horas do dia 31. Novas sardas. Perder o medo de andar nas pedras. Parar de ter “nojinho” de algas, limo… etc. Banho de mar. Banho de chuva. Ver o relógio marcar 00:00 de um novo ano. Novas músicas. Procurar o “Cruzeiro do Sul” e as “Três Marias” no céu estrelado. Passar pela multidão e chegar num lugar onde o único barulho que se ouve é o bater das ondas contras as rochas. Ver o céu mais limpo ainda e com tantas estrelas que parece purpurina porque não há luz artificial para ofuscar. Ver a Lua em 99% refletindo no oceano e não ter pressa para admirar o “caminho” prateado que desdobra à sua frente. Dançar até ver os primeiros raios de sol despontarem atrás de você. Observar a luz invadir as montanhas. Continuar dançando ou só sentar e contemplar a mistura do canto dos pássaros com a trilha sonora “feita” na hora. Um casal de tartarugas vir dar bom dia. Improvisar para um primeiro banho de água salgada. Saltar do alto. Nadar sem “dar pé”. O “mundo” acordar, enquanto você vai dormir.

Heartbeats – The Knife

 

Desde ontem essa música não para de tocar por aqui (no caso: meus fones, no carro, em casa)… e fico lutando para não entrar no TOC musical (rs): “não vou colocar no repeat”. Mas assim que a música acaba (às vezes antes disso), estou eu lá colocando ela no comecinho de novo.

Sobre minhas “degustações” de música…. ela já nasceu notívaga, depois de uns segundos o coração realmente vai no ritmo que a música quer te levar…. e como a noite é “uma criança”…. nessa minha música TOC preciso de várias dimensões para fazer tudo o que corpo pede ouvindo as batidas:

  • mato, fogueira e dançar de braços para o ar (um lado bruxa pedindo para tirar até a roupa? rs)
  • também é uma música que entra na playlist dançando com a parede sem medo de ser feliz (aqui eu ia pedir para dançar com um copo daquela cerveja incrível que tomei essa semana que não lembro o nome, mas estava na torneira 7)
  • penso também em sintonia de corpos… já que aqui as batidas te levam para um uníssono…. e aí o cenário é só pele e não precisa mais do que isso.

Aqui temos tudo junto e misturado, num amontoado de emoções de promessas que na verdade não devem/precisam ser feitas. Então só pare por uns momentos, silencie os pensamentos e sinta esse músculo que pulsa aí no meio do seu peito. E então você vai sentir um corpo inteiro tornando-se coração no sentido mais cru do ser.

 

ter foco

Dizem que é o primeiro passo. Quem tem foco alcança…. mas isso diz respeito a ter foco nas coisas certas. E o que será que é realmente certo?

Diz a lenda que quem consegue meditar, consegue ter foco no NADA…. e é nesse NADA onde você encontra as respostas que procura. (puxa como eu queria saber meditar)

Às vezes não ter foco é só uma distração, e você esquece de fazer as coisas. Em outros momentos é aquela página de livro que você tentar ler durante dias e não passa do segundo parágrafo.

Mas existe o contrário também que é ter FOCO DEMAIS no que não faz bem… e aí eu volto ao exemplo do livro. Talvez ali não seja falta de foco, mas o foco não está naquilo que você quer fazer, (ou pelo menos tenta fazer para distrair) isso pode acontecer com  músicas, ou até o ato de comer… você tem foco… mas ele está longe dali. Você entra em piloto automático para conseguir fazer o mínimo no dia a dia. E isso parece que vira uma espiral…

E se ter foco é o primeiro passo, e você não consegue…. qual exercício fazer para desbravar um novo caminho?

Enchendo o pote

Há uns bons meses atrás “elegi” um pote para encher com tudo o que eu precisava que saísse… ficou raso por meses.

De vinte dias para cá o pote encheu… pensamentos, dores, devaneios ou simplesmente puxar o ar e soltar. Tudo isso virou fumaça.

Pensei em pegar um novo pote, mas percebi que o que eu preciso é esvazia-lo…

Um dia na vida de uma Ju

O dia começa cedo… tem neném novo vindo aí… mais precisamente uma sobrinha.

Mas na hora do almoço a luz da vida, dá lugar ao luto. Um dos mais velhos vai embora, e no lugar dos choros testando e descobrindo os novos pulmões… o que se ouve são choros de dor… hora contidos… hora esbravejantes…. mas choros de uma saudade que não vai passar, de uma dor que toma corpo e espírito…. se vai passar, bem, pela minha experiência elas vão para gavetinhas dentro da gente… mas não passam.

Refazendo-se depois de cumprir o ritual de deixar o ciclo da vida chegar ao seu fim…. o choro da vida chama, e o caminho é para a maternidade…

A vida é estranha… às vezes faz com que sorrisos brotem no rosto e enchem o corpo de vida, eu acredito que felicidade é vida.

Mas ela também sabe tirar o sorriso do rosto, a felicidade vai embora… e vida? Bem não há mais vida. Sobra a escuridão.

P.S.: essa é uma história beeeem real, que aconteceu no dia de hoje, mas essa Ju não sou eu.

Um pedaço de bolo

Confesso que uma das coisas mais difíceis ultimamente é conseguir comer. Sei que preciso, mas simplesmente anda sendo uma tortura para mim.

Hoje comprei um pedaço de bolo daqueles bem bonitos, e com certeza bem gostoso. Ele ficou do meu lado ali na mesa, acompanhado um layout de site nascer… inclusive a versão mobile, mas não conseguimos estabelecer a ligação necessária… resolvi levar para casa, para tentar mais uma vez.

Mas no meio do caminho estava aquele senhor que mora ali na esquina, ao relento… trocamos bom dia sempre na ida… e na volta ele fala para eu ir para casa com cuidado…. e o pedaço de bolo, puxa…. “quis” ser dele.

Dei boa noite, perguntei se ele aceitava, abriu o potinho, olhou para mim e só me falou “hoje vai ter festa”.

31 de dezembro de 2006

Não esqueço a data do céu mais bonito que já vi. E pensar que só foi possível ver aquele montão de estrelas porque uma “cidade” inteira ficou sem luz na passagem do ano.

O banho para receber 2007 foi gelado, quase no meio da rua, a “ceia” foi alguns pedaços de fruta… mas do contrário do que pode parecer, foi pura abundância….

…abundância de novas possibilidades que se abriam ali na minha frente porque eu percebi que era necessário me desprender de tudo que até um tempo atrás eu entendia como “certo”.

Acho que na verdade o termo não é “certo”… mas sim entender que não existem CERTEZAS.

Tudo está em movimento… ontem, hoje e amanhã acontecem ao mesmo tempo.

Você cura seu “ontem”, quando vive bem o seu “hoje” e assim possibilita que seu “amanhã” seja melhor ainda. Tudo ao mesmo tempo.

E sim, mais estrelas vão brilhar no “céu”… assim que deixarmos de dar tanta importância para as luzes da “cidade”.