Heartbeats – The Knife

 

Desde ontem essa música não para de tocar por aqui (no caso: meus fones, no carro, em casa)… e fico lutando para não entrar no TOC musical (rs): “não vou colocar no repeat”. Mas assim que a música acaba (às vezes antes disso), estou eu lá colocando ela no comecinho de novo.

Sobre minhas “degustações” de música…. ela já nasceu notívaga, depois de uns segundos o coração realmente vai no ritmo que a música quer te levar…. e como a noite é “uma criança”…. nessa minha música TOC preciso de várias dimensões para fazer tudo o que corpo pede ouvindo as batidas:

  • mato, fogueira e dançar de braços para o ar (um lado bruxa pedindo para tirar até a roupa? rs)
  • também é uma música que entra na playlist dançando com a parede sem medo de ser feliz (aqui eu ia pedir para dançar com um copo daquela cerveja incrível que tomei essa semana que não lembro o nome, mas estava na torneira 7)
  • penso também em sintonia de corpos… já que aqui as batidas te levam para um uníssono…. e aí o cenário é só pele e não precisa mais do que isso.

Aqui temos tudo junto e misturado, num amontoado de emoções de promessas que na verdade não devem/precisam ser feitas. Então só pare por uns momentos, silencie os pensamentos e sinta esse músculo que pulsa aí no meio do seu peito. E então você vai sentir um corpo inteiro tornando-se coração no sentido mais cru do ser.

 

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ter foco

Dizem que é o primeiro passo. Quem tem foco alcança…. mas isso diz respeito a ter foco nas coisas certas. E o que será que é realmente certo?

Diz a lenda que quem consegue meditar, consegue ter foco no NADA…. e é nesse NADA onde você encontra as respostas que procura. (puxa como eu queria saber meditar)

Às vezes não ter foco é só uma distração, e você esquece de fazer as coisas. Em outros momentos é aquela página de livro que você tentar ler durante dias e não passa do segundo parágrafo.

Mas existe o contrário também que é ter FOCO DEMAIS no que não faz bem… e aí eu volto ao exemplo do livro. Talvez ali não seja falta de foco, mas o foco não está naquilo que você quer fazer, (ou pelo menos tenta fazer para distrair) isso pode acontecer com  músicas, ou até o ato de comer… você tem foco… mas ele está longe dali. Você entra em piloto automático para conseguir fazer o mínimo no dia a dia. E isso parece que vira uma espiral…

E se ter foco é o primeiro passo, e você não consegue…. qual exercício fazer para desbravar um novo caminho?

Enchendo o pote

Há uns bons meses atrás “elegi” um pote para encher com tudo o que eu precisava que saísse… ficou raso por meses.

De vinte dias para cá o pote encheu… pensamentos, dores, devaneios ou simplesmente puxar o ar e soltar. Tudo isso virou fumaça.

Pensei em pegar um novo pote, mas percebi que o que eu preciso é esvazia-lo…

Um dia na vida de uma Ju

O dia começa cedo… tem neném novo vindo aí… mais precisamente uma sobrinha.

Mas na hora do almoço a luz da vida, dá lugar ao luto. Um dos mais velhos vai embora, e no lugar dos choros testando e descobrindo os novos pulmões… o que se ouve são choros de dor… hora contidos… hora esbravejantes…. mas choros de uma saudade que não vai passar, de uma dor que toma corpo e espírito…. se vai passar, bem, pela minha experiência elas vão para gavetinhas dentro da gente… mas não passam.

Refazendo-se depois de cumprir o ritual de deixar o ciclo da vida chegar ao seu fim…. o choro da vida chama, e o caminho é para a maternidade…

A vida é estranha… às vezes faz com que sorrisos brotem no rosto e enchem o corpo de vida, eu acredito que felicidade é vida.

Mas ela também sabe tirar o sorriso do rosto, a felicidade vai embora… e vida? Bem não há mais vida. Sobra a escuridão.

P.S.: essa é uma história beeeem real, que aconteceu no dia de hoje, mas essa Ju não sou eu.

Um pedaço de bolo

Confesso que uma das coisas mais difíceis ultimamente é conseguir comer. Sei que preciso, mas simplesmente anda sendo uma tortura para mim.

Hoje comprei um pedaço de bolo daqueles bem bonitos, e com certeza bem gostoso. Ele ficou do meu lado ali na mesa, acompanhado um layout de site nascer… inclusive a versão mobile, mas não conseguimos estabelecer a ligação necessária… resolvi levar para casa, para tentar mais uma vez.

Mas no meio do caminho estava aquele senhor que mora ali na esquina, ao relento… trocamos bom dia sempre na ida… e na volta ele fala para eu ir para casa com cuidado…. e o pedaço de bolo, puxa…. “quis” ser dele.

Dei boa noite, perguntei se ele aceitava, abriu o potinho, olhou para mim e só me falou “hoje vai ter festa”.

31 de dezembro de 2006

Não esqueço a data do céu mais bonito que já vi. E pensar que só foi possível ver aquele montão de estrelas porque uma “cidade” inteira ficou sem luz na passagem do ano.

O banho para receber 2007 foi gelado, quase no meio da rua, a “ceia” foi alguns pedaços de fruta… mas do contrário do que pode parecer, foi pura abundância….

…abundância de novas possibilidades que se abriam ali na minha frente porque eu percebi que era necessário me desprender de tudo que até um tempo atrás eu entendia como “certo”.

Acho que na verdade o termo não é “certo”… mas sim entender que não existem CERTEZAS.

Tudo está em movimento… ontem, hoje e amanhã acontecem ao mesmo tempo.

Você cura seu “ontem”, quando vive bem o seu “hoje” e assim possibilita que seu “amanhã” seja melhor ainda. Tudo ao mesmo tempo.

E sim, mais estrelas vão brilhar no “céu”… assim que deixarmos de dar tanta importância para as luzes da “cidade”.

O mundo é um moinho – Cartola

Eu lembro quando eu escrevi meu primeiro post, acho que foi há uns 10 anos. Dei o nome ao blog de MilCoisas… eu estava numa época da vida que pela primeira vez eu sentia que eu era eu mesma, depois de anos me adaptando ao que queriam que eu fosse… minha alma era livre, eu me sentia feliz e eu era movida a música, (ah! a conquista daquele iPod, eu era a menina dos fones de ouvido, eu ia trabalhar lendo a revista da MTV no ônibus e ouvindo minhas musiquetas, eu sentia que podia conquistar o MEU mundo, o dos outros eram dos outros)…. mas quem era eu para falar de música? E além disso eu queria falar de tanta coisa, do que eu sentia, aprendia, descobria…

Hoje eu digo que a vida é mutável, efêmera e a gente nunca sabe quando será nosso último post.

Eblouie Par La Nuit – ZAZ

Música TOC de hoje (não coloco no repeat, mas volto para ela toda hora)

 

 

P.S. – tô sem cenário, sem bebida, e sem horário do dia para essa música

Joyful Girl – Soulive

Hoje eu não sabia o que ouvir…. e que bom quando a cabeça não está “atormentada” por aquela música grude (que é diferente de uma música TOC).

Nesses dias eu não recorro a nenhuma playlist, quero mais possibilidades… mas nessa manhã eu não queria sair do meu “mundinho” e selecionei aquela pasta geralzona com todas as músicas e deixei no shuffle para dar aquela surpreendida (admito que sou o tipo de pessoa que vai colocando para frente até achar uma coisa que eu goste… coisas de Juliana).

Eis que “dei de cara” com essa música aqui… e pensei “caramba, que delicinha”, eu realmente não lembrava dela, foi como ouvir pela primeira vez.

Na verdade a versão que eu não consigo parar de ouvir esse é um cover de uma música da Ani DiFranco (essa aqui de baixo)

Confesso que a versão original me deixa um pouco sem energia… em contraponto a essa versão do Soulive, com essa pegadinha jazz que já “criou” todo um cenário aqui dentro da minha cabeça.

(Se você ainda não clicou no link lá em cima, tá aqui para você, mas já aviso, esse “vídeo” é só um áudio)

Então eu acho que a melhor hora do dia para ouvir essa musiqueta é naquele finalzinho de tarde, pertinho do pôr do sol… ouviria numa praia… beberia um espumante sim (não importa a marca), bateria uma brisinha mais geladinha, ficaria olhando para aquelas últimas luzes do dia refletindo no mar e me sentiria livre para dançar (o ideal seria uma praia deserta ou quase né?)… e a dança pode ser “um corpo levado pelo vento” ou pode ser um “abraço” daqueles que você move os corpos juntinhos… só um pouquinho… num ritmo que mistura as batidas da música com a levada de duas respirações juntas se coordenando.