O mundo é um moinho – Cartola

Eu lembro quando eu escrevi meu primeiro post, acho que foi há uns 10 anos. Dei o nome ao blog de MilCoisas… eu estava numa época da vida que pela primeira vez eu sentia que eu era eu mesma, depois de anos me adaptando ao que queriam que eu fosse… minha alma era livre, eu me sentia feliz e eu era movida a música, (ah! a conquista daquele iPod, eu era a menina dos fones de ouvido, eu ia trabalhar lendo a revista da MTV no ônibus e ouvindo minhas musiquetas, eu sentia que podia conquistar o MEU mundo, o dos outros eram dos outros)…. mas quem era eu para falar de música? E além disso eu queria falar de tanta coisa, do que eu sentia, aprendia, descobria…

Hoje eu digo que a vida é mutável, efêmera e a gente nunca sabe quando será nosso último post.

Anúncios

Eblouie Par La Nuit – ZAZ

Música TOC de hoje (não coloco no repeat, mas volto para ela toda hora)

 

 

P.S. – tô sem cenário, sem bebida, e sem horário do dia para essa música

Joyful Girl – Soulive

Hoje eu não sabia o que ouvir…. e que bom quando a cabeça não está “atormentada” por aquela música grude (que é diferente de uma música TOC).

Nesses dias eu não recorro a nenhuma playlist, quero mais possibilidades… mas nessa manhã eu não queria sair do meu “mundinho” e selecionei aquela pasta geralzona com todas as músicas e deixei no shuffle para dar aquela surpreendida (admito que sou o tipo de pessoa que vai colocando para frente até achar uma coisa que eu goste… coisas de Juliana).

Eis que “dei de cara” com essa música aqui… e pensei “caramba, que delicinha”, eu realmente não lembrava dela, foi como ouvir pela primeira vez.

Na verdade a versão que eu não consigo parar de ouvir esse é um cover de uma música da Ani DiFranco (essa aqui de baixo)

Confesso que a versão original me deixa um pouco sem energia… em contraponto a essa versão do Soulive, com essa pegadinha jazz que já “criou” todo um cenário aqui dentro da minha cabeça.

(Se você ainda não clicou no link lá em cima, tá aqui para você, mas já aviso, esse “vídeo” é só um áudio)

Então eu acho que a melhor hora do dia para ouvir essa musiqueta é naquele finalzinho de tarde, pertinho do pôr do sol… ouviria numa praia… beberia um espumante sim (não importa a marca), bateria uma brisinha mais geladinha, ficaria olhando para aquelas últimas luzes do dia refletindo no mar e me sentiria livre para dançar (o ideal seria uma praia deserta ou quase né?)… e a dança pode ser “um corpo levado pelo vento” ou pode ser um “abraço” daqueles que você move os corpos juntinhos… só um pouquinho… num ritmo que mistura as batidas da música com a levada de duas respirações juntas se coordenando.

Vamos falar sobre música???

Venho de uma família italiana grande… primos suficientes para as duas bandas que se originaram dos Fioroto… três projetos musicais… um monte de gente que canta bem… outros (ou os mesmo) que tocam vários instrumentos. Tem quem é autodidata e quem estudou até em conservatório de música… e EU… eu sou viciada em música. Mas….

Cantar? Só no karaokê e sem pretensão alguma além de bater cabelo, dançar e soltar umas notas de voz… ah, canto muito no carro também (dependendo do trânsito rola uma coreografia).

Tocar algum instrumento? Eu tenho um violão magenta me olhando ali de canto, mandando eu tomar vergonha na cara… mas só soltei alguns acordes há uns bons anos atrás, porque um mocinho bonito (que eu não lembro mesmo o nome) queria me ensinar de qualquer jeito uns acordes de Smoke on the water do Deep Purple (ok, eu sabia que aquilo era só um pretexto… mas eu devia ter uns 14 anos e aquilo foi bonitinho). Eu fiquei toda feliz quando consegui tirar algum som dali.

Só fui me aventurar de novo pelas cordas esse ano, com o meu Magentão… mas eita, sou indisciplinada demais… bora deixar claro que ainda não desisti dele.

Só que sou aquele tipo de gente que vive atrás de uma música nova. E ela não precisa ser necessariamente nova no mundo, às vezes ela é novidade apenas para mim. Adoro “ganhar de presente” algum link de músicas dos amigos.

E aí que vou muito além de cantar junto [confesso que passei vergonha em alguns lugares que eu trabalhei… por estar com fones e não “me tocar” que estava cantando realmente alto… acontece (risos)].

A música vira pura magia dentro de mim, ouço uma, duas, três vezes… e aí já formo todo um cenário para ela virar trilha sonora (rs). Penso o lugar (ar livre, aconchego de um cantinho, a estrada… não dá para listar todas as possibilidades aqui), qual seria a temperatura ideal (é gente, tem música que combina mais com um calorzão do que frio, e vice-versa), a hora do dia (a luz ambiente faz diferença), a bebida, quem poderia estar junto… nossa eu viajoooo mesmo. Quando comentei com um amigo que músicas me despertavam isso (há mais de uma década atrás) ele mandou para a redação que eu trabalhava alguns CDs e perguntou porque eu não largava tudo e ia trabalhar com festas, ser DJ… bem eu não larguei tudo, e nem acho que tenho aquele “dom” para ser DJ, mas adorei ganhar os CDs de presente…. rs.

De qualquer forma eu continuo fazendo meus “cenários virtuais” a cada nova música que vira TOC na minha vida. E confesso feliz da vida que muitos já viraram realidade. Por isso sonhar é sempre bom.

Sigo sempre em busca do novo, ouvindo as minhas “TOC” com frequência…. e ás vezes parece que o dia é curto para tanta coisa que eu quero ouvir. Meu Spotify tem tantas playlists que às vezes eu me perco (confesso que muitas vezes crio uma playlist nova só por causa de uma música).

Não canto bem. Não toco nenhum instrumento. Vou em menos shows que eu gostaria. Mas música move a minha vida. Meus dias tem trilha sonora sim.

Essas são as playlists mais ouvidas no último mês.

Cantando com o fígado
(porque existem músicas que vão muito além do que cantar com o coração)
https://open.spotify.com/embed/user/12169506438/playlist/2Xi6BsYardSjfR8JV6rmQ5

Quem canta no carro seus males espanta
(por motivos óbvios de ficar umas horinhas por semana dentro de um carro no trânsito)
https://open.spotify.com/embed/user/12169506438/playlist/3aoLsJPzFTWGTXwyuFimVy

Para o trânsito
(mais uma para o trânsito nosso de cada dia – e pode ser utilizada em viagens também)
https://open.spotify.com/embed/user/12169506438/playlist/6QzGAouJnMWmDAvWRitQ2U

Blues p q te quero
https://open.spotify.com/embed/user/12169506438/playlist/4w73Lj5O1Jw5aoNAS5nBLP

Led
(pelo menos “uma dose” por dia)
https://open.spotify.com/embed/user/12169506438/playlist/6AWrns2yik3VBNMoZmc7NG

Os seres no meu estômago

Conclui essa semana que o meu estômago é habitado por vários seres.

As borboletas que criam espaços vazios com seu bater de asas devaneando por aí, e esse bater de asas que criam pequenos ventos, que se multiplicam nesse local limitado da minha anatomia, e de uma hora para outra transforma brisa serena e quente, num furacão.

Tenho buracos negros aqui dentro também. Nos últimos tempos venho caindo em tantas situações onde eu não sei absolutamente nada, aprendendo coisas do zero e fico lembrando daquela máxima de SócratesSó sei que nada sei. Meus buracos negros são essa sensação de não saber nada, e ter que aprender no instantâneo. E a verdade, é que o medo que essa sensação traz, a insegurança de uma primeira vez acontecendo e a vontade de sair correndo por achar que não vai dar conta… pensando em tudo isso acho que meus buracos negros são na verdade minha fase adolescente que nunca saiu aqui do meio do corpo.

Aqui habitam as chamas vez ou outra. É aquela sensação de estar presa num caldeirão… fervendo por dentro, sem saber por onde começar, como continuar ou terminar. É como se o tempo saísse da fase cronológica e um monte de situações que tumultuam a cabeça estivessem acontecendo simultaneamente de formas distintas em dimensões diferentes e você tenta absorver tudo ao mesmo tempo (o Efeito Borboleta)…. bem é quando tudo pode ser TUDO ou NADA.

Os nós também fazem morada por aqui. São os assuntos TOC, igual música TOC sabe? Aquela que não sai da sua cabeça, você se recusa a colocar no repeat, mas assim que ela acaba, você vai lá e aperta o botãozinho para ir para o começo de novo? Então tenho trilha sonora TOC, para os meus assuntos TOC, que viram os nós no meu estômago. (Só para referenciar, TOC é o que você está pensando mesmo, Transtorno Obsessivo Compulsivo… aquilo que gruda na alma…. rs. O significado é feio, mas resolvi usar essa “licença poética” há anos atrás para as músicas que eu ouvia o dia inteiro repetidamente… na verdade acho que preciso fazer um post sobre isso).

Acho que a “fauna” aqui é bem variada… e não consigo lembrar de todos os meus “seres” agora. E começo a pensar se eles realmente habitam meu estômago… ou se habitam minha cabeça/alma.

Reciclar, reutilizar… fazer pequenas gentilezas

Parte da minha alimentação é a base de sucos que recebo nessas garrafinhas lindas. Durante um tempão fiquei com dó de jogar fora… tinha mil ideias estilo “Pinterest”… mas acabava não fazendo nada… o destino era a reciclagem comum mesmo.

Fã assumidíssima de lettering (até fiz alguns cursos… mas percebi que além de ter talento, é necessário praticar… e confesso que não treino nem o mais básico), sou apaixonada pelo projeto Letras Garrafais há um tempão (até hoje não cruzei com nenhuma garrafa, mas não perdi as esperanças rs), acho inspiração pura em todos os sentidos. A ideia de espalhar beleza por aí, o lettering lindo nas garrafas… e eu fiquei olhando para as garrafinhas paradas aqui.

Resolvi me mexer, e fazer o “meu possível”, a minha parte com o que eu sei fazer.

Não sei (ainda rs) deixar as garrafas lindas com lettering, mas sou capaz de decora-las com todo carinho, colocar uma etiquetinha com uma frase bacana (que o Universo “manda” para gente em redes sociais, num amigo que lembrou de você, ou numa conversa numa mesa de bar – quem não ama esse tipo de “filosofia de mesa”?), colocar uma flor (ops virou um vaso) e espalhar um pouquinho de coisas boas pelo mundo também.

Sei que podemos fazer um pouquinho mais e realmente praticar a gentileza (sair da teoria). Por menor que seja nosso gesto… pode alegrar/mudar/embelezar o dia de alguém.

Essa primeira aqui já vai para uma vizinha do 12B. Por enquanto, vou na busca de “fazer um mundo melhor” aqui em volta.

Sei que garrafinhas não vão faltar, e espero que inspiração também não. E quero que um dia você possa ter uma “garrafinha minha”.

P.S. – os sucos delícia são daqui Detox Market

Vejo flores em “você”

Eu tinha uns oito quando tive minha primeira perda. Meu avô Luiz, velhinho simpático, não tinha cabelos brancos , só uma pequena mechinha de nada, apesar de seus sessenta e poucos anos. Usava chapéu, colônia pós barba (que lembro direitinho qual era), cozinhava bem, escutava radinho de pilha, molhava pão com manteiga no café com leite (confesso que nunca gostei, mas só comia para partilhar esse momento com meu velhinho). Passei muitas tardes com ele e a minha vó. Resumindo, a gente passou pouco tempo junto, mas foi muito bom. 

Estou contando tudo isso para falar sobre velas. Assim que perdemos nosso velhinho, comecei a reparar que toda segunda meu tio (que era meu vizinho) acendia uma vela no quintal e fazia sua oração. Conforme nossos queridos foram indo “embora”, a quatitade de velas aumentava e mais tempo ele passava nas suas orações. Toda segunda era assim.

Conforme eu fui crescendo e aprendendo com algumas pessoas, me disseram que não era bom acender velas em casa para as almas. Porque sem querer “chamávamos” alguns espíritos que podiam estar “perdidos” por aí, e seria mais prudente não mostrar o “caminho do nosso lar” já que não sabemos quem está vagando por essas “bandas”.

A orientação que eu tive foi que quando eu quisesse acender uma vela para alguém fizesse num lugar preparado espiritualmente, ou numa igreja, ou em algum cemitério que tivesse um cruzeiro (me ensinaram que é importante pedir licença para entrar, e na hora de sair pedir que o for de lá fique por lá, e que eu volte sozinha para casa, isso com todo respeito).

Mas contei tudo isso para falar de intenção. Aprendi que não se acende velas para alma dentro de casa, para nosso anjo da guarda tudo bem (ultimamente estou me aprofundando nesse estudo para ter certeza). 

E aí lembro dos jantares à luz de velas, ou quando queremos aquele climinha gostoso… e penso que a intenção nesse momento é importante. Tenho costume de uns tempos para cá de manter uma vela acesa em casa, não oferecendo para alguém, mas para manter o elemento fogo presente na minha casa.

Da mesma forma que abro a casa de manhã (mesmo com frio) para o elemento ar circular pela casa, tenho a terra através das minhas plantinhas fixadas na terra (deixo umas pedrinhas juntas também), a água aparece nas fores de corte e também na rega, naquele copinho d’água para absorver as energias negativas…. e meu elemento fogo… acendo minhas velinhas. Minha chama fica ali acesa, trazendo o elemento fogo para dentro da minha casa. E essa vela acesa tem como intenção só iluminar, trazer o calor, aconchego e a luz da chama. Nada além disso.

E sabe o que me inspirou falar essa história toda? Essa foto que eu recebi, e que ali dentro da chama eu vejo uma rosa (ou seria uma tulipa?). Como não dizer que o fogo é pura magia?

Um caminho de amor

Atire a primeira pedra (na verdade prefiro uma flor) quem tem Pinterest e vários boards cheios de projetos para fazer (comidinhas, artesanato, customizar uma roupa…) que já estão lá há anos (no meu caso) e simplesmente não saem da “gaveta” (aquele momento de licença poética que eu tanto gosto).

Um dos que não deixam de habitar meu “cucuruco” é um caminho de mesa estruturado com toalhinhas de vários tamanhos.

Sei que a ideia é aquele lance sustentável de aproveitar o que já existe e transformar em outra coisa (confesso que sou super adepta desse conceito). Acredito que a ideia original é pegar várias mini (ou não tão minis) toalhinhas antigas que estão encostadas (de tamanhos e cores diferentes) para transformar num “caminho de mesa” bem moderno.

Percebi que mais do que fazer um reuso, essa seria praticamente uma versão “mesa” daquelas colchas de retalho que contam histórias de vida/família que hoje é cada vez mais raro de se ver por aí.

Mas a verdade é que não tenho nenhuma toalhinha vintage para chamar de minha. A solução então seria “crochetar” todas, com padrões diferentes, cores de linha diferente [acho que seguindo tonalidades off white (branco, cru, etc… ou seja, tons bem clarinhos) o efeito ficaria bem bacana já que minha mesa é de madeira escura].

Como é de praxe aqui dentro da minha cabeça, eu queria que fosse mais que isso, mais que um objeto de decoração, resolvi que queria trazer um pouquinho de amor aqui para dentro, então… por quê não fazer esse caminho de mesa de forma colaborativa? Trazendo um pouquinho de cada um para dentro do meu 12B para me fazer companhia.

Então venho através desse post ser muito pidona e pedir um pedacinho do “seu amor” em forma de toalhinhas de crochê.

Faz uma para mim?

Eu vou aí buscar, ou podemos tomar um suco em algum lugar, dar uma caminhadinha no parque, ou você pode vir conhecer meu 12B (se é que você já não veio aqui). Assim revejo os amigos, algumas “amizades virtuais” podem vir para o “mundo real”. E você faz parte do meu “caminho de amor”. (Se você está longe… fora de São Paulo, a gente dá um jeito também)

Separei algumas receitinhas/gráficos aqui para me inspirar… mas você pode fazer do jeito que quiser.

E os amigos/amigas que não tem habilidades manuais?

Se quiserem fazer parte do meu projetinho, sua toalhinha que está aí encostada pode fazer parte desse “caminho” também, esse pedacinho da sua história será super bem vindo.

Resolvi não colocar deadline para isso… o “caminho vai crescendo” conforme mais amor for chegando.

P.S. – todas as imagens são referências lá do meu Pinterest.

Galho seco 

Eu confesso que às vezes me sinto adormecida… adormecida como uma semente, prestes a virar alguma coisa, só potencial. E ser só potencial é como ter a vida “no pause”.

Já fui planta, por isso talvez seja tão difícil (frustrante até) ser semente de novo. 

Por um tempo achei que o que eu andava sentindo era um vazio muito grande, como se toda inspiração, que é o que sempre me manteve pulsando, simplesmente tivesse se esvaído, achado um buraquinho e escapado como fumaça. Até que numa dessas conversas da vida, onde alguém conseguiu falar o que eu realmente precisa ouvir (com muito carinho, ainda bem que não precisou ser no “chacoalhão”), me fez ver que o que havia dentro de mim não era falta, mas sim excesso de ideias que eu não sabia mais como colocar para fora.

Acho que perdi o jeito em algum momento de transformar imaginação em realidade. E é esse excedente que não transborda, que faz a cabeça virar uma “panela de pressão”. 

Já sentiu aquela sensação de não saber por onde começar? Acho que a maioria das pessoas. E eu fico assim, e não começo nada. E fico repleta de “tudo” aqui dentro.

Mas há um tempo atrás, aconteceu algo aqui em casa que me fez perceber que talvez eu não seja “semente”, mas um “galho seco”; e descobri que isso não é tão ruim quanto parece. Aprendi isso com a própria natureza, sem uma palavra, só com um “susto” (rs).

Me ausentei por uns dias do 12B (imprevistos acontecem), e algumas plantinhas acabaram sofrendo até lembrarmos que elas não podiam esperar e estavam “famintas” por água e luz. A maioria seguiu firme e forte, a arruda (pouco mais que um “filhote”) deu uma amareladinha… ficou murchinha… mas continuou ali. Mas a guiné (que já tinha um vaso “para chamar de seu”, mas ainda não tinha ido para lá) perdeu todas as folhas, o caule perdeu a cor, e virou um galho seco, daquele jeito que você olha e não vê mais vida ali.

Só que essa pequena teve uma segunda chance, alguém resolveu colocar ela no vaso que já seria dela, e eu fui lá e reguei (mais que água, talvez naquele momento fosse “amor líquido”). E sim, em menos de uma semana as primeiras folhas brotaram, e praticamente de um dia para o outro, o que era um galho seco, mostrou que podia ser muito melhor do que era antes. 

Foi aí que percebi que estou mais para um galho seco (que na verdade está cheio de vida, e capaz de ser melhor do que já foi), do que semente.

A plantinha? Tenho ela aqui crescendo, verdinha… e olhar para ela, é como ter o Universo falando: Tive que “desenhar” para você entender.

e num Domingo…

…virei inspiração para um momento "poesia alheia".

Hoje assim que dei uma olhadela no celular vi que estava marcada no Instagram do projeto @26letras.

Dei de cara com essa frase especial, e vi que minha selfie refletiu muito mais do que minha própria legenda original, de alguma maneira o @26letras viu além da imagem… e descreveu a necessidade da alma.

A verdade é que quero que os pássaros que me habitam ultrapassem os limites da minha pele e voltem a "ganhar" o mundo.