O valor do silêncio

Das formas de “falarmos” com alguém… acho que sou melhor com palavras digitadas mesmo.

Não se engane, eu adoro bater um papo ao vivo, posso ficar horas falando, é fácil esquecer de ligar o rádio do carro por exemplo quando o assunto é bom. =]

Já percebi que me “embanano” toda para falar o que eu sinto sobre mim, e às vezes sobre uma situação, ou alguém…  E aí lembro muito das minhas aulas de Teoria da Comunicação na faculdade. Muitas vezes o que você “fala” não é o que a outra pessoa “entende”, surge um “ruído” no meio do caminho, e a “mensagem” vai toda distorcida e tudo pode ir para as “cucuias” mesmo.

A verdade é que parece que não importa o que você fala, mas o que a outra pessoa entende. Dá para perceber como tudo pode ser muito mais complexo?

Acho que falei tanto (com certeza mais do que eu deveria) no ano passado, que esse anda sendo meu ano do silêncio. E o silêncio muitas vezes propõe uma forma de pensar um pouco diferente.

Ele às vezes te enlouquece. Eu, por exemplo, sou tão intensa aqui dentro, que parece que algumas coisas tem prazo de validade para ficarem confinadas senão explodem. Eu dou um nome para isso: ansiedade. E esse é o principal “ingrediente” que faz tudo dar errado.

Mas e eu por exemplo que não quero viver pisando em ovos? Pensando mil vezes no que eu vou falar? Vai ter que rever isso Juju, porque tem que ter cuidado com quem está em volta, não dá para virar uma metralhadora de palavras sem um filtro.

Para mim foi aí que tudo fez sentido em começar a escrever o que eu sinto.

Quando começo a escrever, vou “despejando” tudo, sem ordenar os pensamentos… simplesmente permito que saiam, e depois vou relendo. E admito, às vezes, eu nem entendo o que eu mesma quis dizer, e simplesmente deleto, porque percebo que o que eu tenho condensado aqui dentro, talvez ainda não esteja pronto para sair, ainda precisa amadurecer um pouco mais.

Por isso que escrever virou minha terapia, foi assim que eu aprendi um pouco sobre mim, e sobre essa minha “pimenta” (a ansiedade). Nem tudo tem que ser colocada “para fora” no momento que eu quero, que eu “preciso”.

Quer ser simples? Saiba que há coisas que são suas, que muitas vezes não estão realmente prontas para sair, que nem você entende. Que quem te ama também tem suas próprias coisas para guardar. Que dividir o que temos de bom e de ruim é normal, mas certos assuntos não conseguem ser traduzidos em palavras, é a “língua” que cada um tem dentro de si, e não tem tradutor simultâneo no mundo para isso.

O silêncio me deixou doidinha, desidratada… mas fez com que eu aprendesse mais sobre mim.

 

Ouvindo Wish You Were Here – Pink Floyd
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