Troco umas braçadas por um “dedo de prosa”

Acho que a nota fiscal dos óculos e da touca de natação já está com mais de um mês, para ver há quanto tempo eu estou ensaiando em descer na piscina para dar umas braçadinhas. Alternar a caminhada no parque (quando o tempo deixa, senão vai na esteira mesmo) com um pouco de elemento água nessa vida (é eu realmente tô copiando a ideia de alguém – acabei lembrando que tem uma piscina disponível para mim sem colocar o pé para fora “de casa”, e melhor sem gastar um real a mais).

A coisa toda é que no ano passado, na hora que eu mais precisava me mexer para me recuperar, eu paguei uma super academia, mas não tive forças para fazer a atividade física. Dinheiro e oportunidade de melhorar mais rápido jogados fora. Mas quer saber, nada acontece no tempo errado… não vou me culpar, passou, paciência. É daqui para frente. E o meu “para frente” tá cheio de kms no parque, e várias tentativas de cair de cabeça na água.

O lance é que eu queria ficar atravessando a piscina, como quando eu era pequena, relembrar aqueles quase sete anos que eu já fiz de natação na minha vida (que me renderam os meus ombros largos). Mas o lance é que durante o dia eu me empolgava em outras atividades e na hora que lembrava de me “equipar” para descer na piscina aquecida, eu acabava ficando na porta, porque claro, eu sempre chegava na hora do rush do lugar, e confesso que eu dava meia volta e ia para o meu sofá.

Pensei: o lance é aproveitar, e fazer uns horários alternativos. Como na segunda foi de uns kms de caminhada, terça de manhã estou lá estreiando o equipamento né? BOUAAAA

A piscina estava tranquila, sem ninguém e……. COBERTA COM UMA LONA. Só EU (morando aqui há dois anos) não prestei atenção que terça é dia de manutenção da tal piscina.

A verdade é que a piscina não estava sem ninguém, na porta, uma senhora que trabalha aqui, que sempre que me vê abre um sorriso largo, e me conta que lembra do primeiro dia que vim morar em definitivo aqui, porque eu dei para ela um pedaço da minha tentativa de naked cake e estava uma delícia (coisa boa de ouvir….rs).

A única coisa que eu podia fazer era agradecer de novo o elogio do bolo, retribuir o sorriso, contar para ela da minha falta de noção e rir sozinha do número de tentativas frustradas de nadar (isso já estava virando uma piada interna para mim). Mas a viagem não foi perdida dessa vez, porque ela me olhou, colocou a mão na cintura e falou que eu estava mais bonita agora do que nos últimos meses. Agradeci aquele elogio tão bom de manhã, e ali, ela por algum motivo, achou que eu era merecedora de ouvir sua história e me contou sobre o seu primeiro amor. Naquele momento eu achei ótimo a piscina estar fechada para as minhas braçadas.

Falando nisso, hoje (quarta-feira) finalmente estreei meus óculos e minha touca…. rs

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